segunda-feira, 29 de agosto de 2011
quinta-feira, 25 de agosto de 2011
segunda-feira, 22 de agosto de 2011
LAR DO BARDO
Pronto! Vou assumir o lado jardineiro produtor de pequenos arranjos. Que tal minha mini-bromélia em cochinho de casca de caju e suporte de talo de goiabeira?
E aí... gostaram?
Pois é. Vou assuntar. Logo abro uma página com fotos de plantas, uma lojinha virtual. Aí verei finalmente a cor da gaita de alguns de vocês
GLOSSÁRIO
1. GAITA - é um instrumento de sopro, mas aqui significa dinheiro; é uma gíria, como GRANA, CASCALHO, BUFUNFA, FAZ-ME-RIR etc
2. ASSUNTAR - o mesmo que ouvir, escutar, apreciar pela audição; pode também ser aplicado no sentido de prestar atenção, matutar, filosofar etc
terça-feira, 16 de agosto de 2011
ARAGUAIA
As praias altas são de bordas soltas que se derramam por sulcos nos canais que unem braços do rio espraiado. O tempo e o vento se encarregam de modelar as beiradas, revelando paisagens inspiradoras.
Meu amigo matuto sabe disso e, contornando tais praias, fotografa de ângulos sempre mais baixos. Seguramente para ressaltar formas e dar a elas dimensões imaginárias.
Agora mesmo ele me enviou estas duas acompanhadas dos seguintes versos. Pois é...
ó praia de grãos movediços
que se derramam pelas fendas
em bordas de líquidas contendas
com quantos dias de vento
te modelam a formosura
e de duna te dão estrutura?
de que forma te sustentas
desde a beirada rasa
solta sob o sol em brasa?
a liga de tuas camadas
de mini-paredões que invento
foi feita de que cimento?
com que rimas devo emendar
no mar de palavras frio e vário
este meu repente desnecessário?
ó praia de grãos movediços
eu sou o canto de teus rebuliços
que se derramam pelas fendas
em bordas de líquidas contendas
com quantos dias de vento
te modelam a formosura
e de duna te dão estrutura?
de que forma te sustentas
desde a beirada rasa
solta sob o sol em brasa?
a liga de tuas camadas
de mini-paredões que invento
foi feita de que cimento?
com que rimas devo emendar
no mar de palavras frio e vário
este meu repente desnecessário?
ó praia de grãos movediços
eu sou o canto de teus rebuliços
terça-feira, 9 de agosto de 2011
quinta-feira, 21 de julho de 2011
CACHOEIRA DA VELHA
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nada se assemelha
ao dizer do povo...
a cachoeira da velha
faz chuá no rio novo
Foto – longa exposição à meia–lua na Cacheira da Velha / Jalapão – TO / Rezende
quinta-feira, 14 de julho de 2011
quarta-feira, 13 de julho de 2011
terça-feira, 5 de julho de 2011
MIUDINHA
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Espreitando miudezas, percebe-se um mundo sutil repleto de seres que não se mostram a olhares apressados.
Viram o "detalhe" no centro da florzinha em primeiro plano?
Acompanhem a sequência de imagens da mesma cena...
Notaram a aranha miuda (a flor não é maior que uma unha de mindinho) saindo de ré, acanhada, de fininho? Pois é. Isso aconteceu depois que eu - percebendo que aquele "miolinho" não era da flor - joguei verde pra colher maduro:
- Tô ligado, ô da bunda de fora!!!
Vejam como a araninha ficou encabulada.
Pois é. Depois eu conto outra.
Converso com seres, plantas e bichos.
Invento e até aumento, mas não escondo nada.
Até!
sexta-feira, 1 de julho de 2011
quarta-feira, 8 de junho de 2011
BESTA É TU!!!
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eu é que não assovio
para atiçar o peru
se a gente vai de fiu-fiu!
para atiçar o peru
se a gente vai de fiu-fiu!
ele vem de glu-glu-glu!
o que traduzido a fio
o que traduzido a fio
só pode ser “besta é tu!”
Evite pelejar com perus, assoviando para que respondam. Desengonçados teimosos, tiram sarro da cara da gente. São capazes de passar uma vida inteira respondendo “Besta é tu!” a quem assovia para eles. Pior é que, depois, contam orgulhosos para os outros bichos:
- Peguei mais um besta! Peguei mais um!
Pois é. Entendam o meu velho e já manjado mote: invento e até aumento, mas não escondo nada.
PEGA NA MENTIRA
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dona libélula não é de prosa;
falar com gente não é com ela.
mas esta exibida fadinha magrela,
além de falante, é mentirosa.
negou ter tanto apelido esquisito:
pito-do-demo, cabra-cega, zabumba,
canzil, calunga, aviãozinho, lava-bunda,
papa-mosquito, chupeta e cambito.
pega na mentira... donzelinha encantada!
pega na mentira... demoiselle chique!
pega na mentira... risca-água! ziguezigue!
pega na mentira... libelinha! fada!
---------- NOTAS ----------
1 - A libélula talvez seja o inseto que mais tenha apelidos no Brasil. Se você conhece alguns outros que não estejam entre os listados nos versinhos acima, envie-os por email a este aprendiz de retratista: pontodeprosa@gmail.com.
2 - Os versos de PEGA NA MENTIRA foram musicados por Zeca Baleiro e a canção vai para um álbum que ele gravará em breve para crianças.
3 - PEGA NA MENTIRA e BESTA É TU!, entre outros dos meus poeminhas bestas, estão virando animadas canções dentro do projeto musical SEARA LÚDICA, numa parceria com o compositor mineiro IRINEU DE PALMIRA.
quarta-feira, 1 de junho de 2011
quarta-feira, 27 de abril de 2011
VENDE-SE...
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ora bolas, não desista!
a realidade não engana:
o mundo é capitalista
e até merda dá grana.
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Uma homenagem sarcástica ao MERCADO, este monstrengo cavernoso, arrogante e insensível que acha que em todos manda e tudo pode. 'Destá'...
quarta-feira, 6 de abril de 2011
TOCANTINS
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um poema para lembrar que, na vida,
os caminhos nem sempre têm que ser
os mais curtos e retilíneos...
os caminhos nem sempre têm que ser
os mais curtos e retilíneos...
contempla...
o rio que serpenteia
rompe a lonjura do monte
até se perder no horizonte
em sua fluidez de veia
e na prenhez que encerra
nutre o seio da terra
turva-se, encorpa, largueia
mas de calhar sabe o instante
pra fartura da vazante
aprende...
para que o rio flua
há que ser constante
desde a pequena fonte
e até na seca da vau nua
deve segredar o jeito
de substanciar-se leito
mesmo pouco, fraco ou ralo
assim deve ser o verbo
- feito veio dágua
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Aproveito para sugerir uma página do Jornal Opção que destaca seis poetas tocantinenses.
Poema: Tocantins/Antonio Rezende
Foto: Margi Moss
sábado, 26 de março de 2011
sábado, 5 de março de 2011
DANDÁ
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Esta estava se admirando sobre um teto/espelho, na maior panca* de bailarininha zen. Minúscula como a unha de um mindinho, parecia ensaiar uns passos. Não me contive e perguntei...
- Aonde você pensa que vai, narcisinha?!
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*PANCA - o mesmo que POSE
FOTO - reflexo de flor de 'amendoeira da praia' ou 'sete copas' sobre um teto de carro
FOTO - reflexo de flor de 'amendoeira da praia' ou 'sete copas' sobre um teto de carro
sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011
BRINCANDO DE PEGA
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Não fiz os flagras, mas conto a "lorota".
Pelas expressões de bichos também traduzo suas "falas".
De tanto eu insistir neste papo de que bato papo com seres, plantas e bichos, leitores agora me desafiam a traduzir falas de bichos flagrados em cenas graciosas por outros fotógrafos. Pode?!
É o caso destas fotos que recebi por email de uma leitora, já chegaram sem créditos. São puras expressões de leveza e arteirice. Coisa de meninos.
É o caso destas fotos que recebi por email de uma leitora, já chegaram sem créditos. São puras expressões de leveza e arteirice. Coisa de meninos.
Tudo bem que peguei fama de loroteiro. Mas, creiam, converso mesmo com seres, plantas e bichos. Entendam meu já manjado mote: invento e até aumento, mas não escondo nada.
Nos dois flagras um dos filhotes diz "te peguei!!!", mesmo não tendo segurado o outro, depois de muita provocação do tipo "nem me pega!!!... nem me pega!!!..."
Sim. Brincar de "pega" também é comum entre filhotes. A brincadeira se dá do mesmo modo moleque, leve, arisco e solto, como entre meninos e meninas.
Detalhe: a brincadeira quase sempre termina em discussão; com cada macaco ou gato puxando para seu galho ou balaio. As contendas são carregadas de expressões como "valeu!" e "não valeu!". Uma graça.
É aquela velha polêmica: o que vale afinal, "tocar" ou "segurar" o outro? Há controvérsias.
Até!
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EM TEMPO - Quando surrupiar fotografia pra compartilhar por internet, anexe à imagem o nome do autor ou a fonte.
Sim. Brincar de "pega" também é comum entre filhotes. A brincadeira se dá do mesmo modo moleque, leve, arisco e solto, como entre meninos e meninas.
Detalhe: a brincadeira quase sempre termina em discussão; com cada macaco ou gato puxando para seu galho ou balaio. As contendas são carregadas de expressões como "valeu!" e "não valeu!". Uma graça.
É aquela velha polêmica: o que vale afinal, "tocar" ou "segurar" o outro? Há controvérsias.
Até!
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EM TEMPO - Quando surrupiar fotografia pra compartilhar por internet, anexe à imagem o nome do autor ou a fonte.
RESPEITEM O URUBU
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em alto e bom som
indagou-me o urubu:
e aí, sangue bom,
tudo azul?!
Até!
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Ave tem de toda cor e tamanho, entenderam? Cada uma com seus hábitos próprios, naturalmente; assim como nós mesmos, seres humanos. Convém descer do tamanco, sabe? E parar com esse papo de preconceito. Caramba! Tem gente que só tem olhos para certos passarinhos. Eu, heim!
Até!
quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011
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Ô, de casa!!!
Quando uma casa não tem campainha nem algo que a substitua, para chamar a atenção de quem vive nela, a gente bate palma ou tasca um popular "Ô, de casa!", desde o terreiro.
A expressão popular ainda é muito comum no Brasil, sobretudo no interior, onde também são comuns casas feitas de adobe e de taipa.
Esta eu fotografei no povoado MUMBUCA, em Mateiros-TO, no Jalapão. Como estava com portas e janelas fechadas, provavelmente sem ninguém dentro, fiz a foto sem gritar "Ô,de casa!" para pedir permissão.
---
EM TEMPO
As construções de adobe e de taipa variam muito, desde simples moradias com cobertura de palha (como a da foto acima) a casarões mais planejados, com cobertura de telha. Vale lembrar que, por conta dos debates em torno da sustentabilidade e da preservação, as casas de barro estão "na moda", como se diz. De casas caboclas, por conta da 'mudernidade', viraram CASAS ECOLÓGICAS.
FOTO - CASA DE ADOBE, uma herança da arquitetura cabocla: paredes com tijolos de terra prensada, "chão batido" e cobertura de palha.
A expressão popular ainda é muito comum no Brasil, sobretudo no interior, onde também são comuns casas feitas de adobe e de taipa.
Esta eu fotografei no povoado MUMBUCA, em Mateiros-TO, no Jalapão. Como estava com portas e janelas fechadas, provavelmente sem ninguém dentro, fiz a foto sem gritar "Ô,de casa!" para pedir permissão.
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EM TEMPO
As construções de adobe e de taipa variam muito, desde simples moradias com cobertura de palha (como a da foto acima) a casarões mais planejados, com cobertura de telha. Vale lembrar que, por conta dos debates em torno da sustentabilidade e da preservação, as casas de barro estão "na moda", como se diz. De casas caboclas, por conta da 'mudernidade', viraram CASAS ECOLÓGICAS.
FOTO - CASA DE ADOBE, uma herança da arquitetura cabocla: paredes com tijolos de terra prensada, "chão batido" e cobertura de palha.
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