
quinta-feira, 19 de agosto de 2010
terça-feira, 17 de agosto de 2010
quinta-feira, 12 de agosto de 2010
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ADESTRANDO CÃES
Criei uma ninhada de hotwailler. Dez moleques arteiros. Aos filhotes ensinei muitas brincadeiras, entre elas jogar futebol. A "meninada" pegou a manha rapidinho...
Este flagra, por exemplo, fiz bem na hora em que o cãozinho que dominava a pelota, caprichando num drible, dizia animado:
- Ah, moleeeque!!!
Luta livre foi outra brincadeira que ensinei a eles. Mas isso deu um certo trabalho. Se mordiam muito, geralmente em pegas grupais, o que acabava em confusão, choro e apelação.
Tive que disciplinar a intensidade das mordidas e convencê-los de que as pelejas tinham que envolver somente dois filhotes de cada vez. A regra imposta foi a seguinte: enquanto dois se pegassem, o próximo lutador só prestaria atenção.
Convencionei que os mais disciplinados receberiam agrados, como afagos e brinquedos, enquanto os mais desatentoss as regras ficariam de castigo num canto, como este aí da próxima foto, que a turma apelidou de 'Resmungão'.
Resmungão cismou tanto com o apelido que vivia esparramado nos cantos, desconfiado. Só voltava à brincadeira com pedidos de desculpas e muita adulação.
Conto mostrando as fotos, que é pra não ficar de mentiroso.
Invento e até aumento, mas não escondo nada.
segunda-feira, 9 de agosto de 2010
quinta-feira, 5 de agosto de 2010
terça-feira, 3 de agosto de 2010
quarta-feira, 12 de maio de 2010
PRA CLAREAR
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Há momentos de negror e solidão. Quando chega a melancolia e a gente fica absorto, introspectivo, parecendo ave triste, faz bem um lugar sombreado, silencioso e tranquilo. Mas bom mesmo é buscar a Luz. No caminho é que um anjo nos diz: a gente nunca está sozinho.
terça-feira, 2 de fevereiro de 2010
terça-feira, 26 de janeiro de 2010
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ASSIM FALAVA MEU PERIQUITO
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ASSIM FALAVA MEU PERIQUITO
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Tive um periquito australiano, desses que nascem em cativeiro. Mas o meu foi criado solto até perceber para que serve um par de asas. Logo nos primeiros vôos ganhou o mundo para se juntar a outros passarinhos.
Dizem que periquitos não falam, como os papagaios. Pois o meu, além de falante, era de uma sabedoria e tanto. Em várias situações soprou-me, em tom suave e baixinho, coisas de arrepiar, verdades incontestáveis que até hoje ecoam em meus ouvidos. Com ele aprendi, por exemplo, que no reino animal os seres geralmente são bem parecidos: têm corpo, com entranhas e membros, e uma cabeça, com olhos, ouvidos, boca e miolos.
Nesse sentido, bicho e gente se parecem mesmo. Mas a vida do bicho-gente não combina em nada com a do bicho-bicho. Bichos não contam (acho que nao contam) intervalos do tempo, nem dias e semanas e meses e anos, nem interfere de forma brutal na natureza. Já o bicho-gente, que se julga racional e senhor de tudo, vive na maior correria. E como perpetua a idéia de que é preciso batalhar feito máquina pela sobrevivência, custe o que custar, se avolumando cada vez mais em manadas neste sentido, principalmente nas grandes cidades.
Nesse sentido, bicho e gente se parecem mesmo. Mas a vida do bicho-gente não combina em nada com a do bicho-bicho. Bichos não contam (acho que nao contam) intervalos do tempo, nem dias e semanas e meses e anos, nem interfere de forma brutal na natureza. Já o bicho-gente, que se julga racional e senhor de tudo, vive na maior correria. E como perpetua a idéia de que é preciso batalhar feito máquina pela sobrevivência, custe o que custar, se avolumando cada vez mais em manadas neste sentido, principalmente nas grandes cidades.
De fato. Gente se amontoa diariamente como gado nas ruas, escancarando tristeza crônica e indiferença, sobretudo nos períodos em que se locomove entre casa e trabalho. Cada um com seu fardo de interesses e ressentimentos, agindo com uma gana astuta que é de fazer dó, preso a um sistema que aliena e escraviza.
Meu periquito sempre achou a vida urbana artificial e caótica, alimentada pela hipocrisia de uma lógica consumista que não dá pra aceitar como coerente. E ficava fulo de ver como, na contramão desse pensamento, cada vez mais pessoas se tornam urbanas e materialistas. Com toda razão, ele não se cansava de me dizer que o bicho-gente ainda vai se dar muito mal por conta disso.
domingo, 24 de janeiro de 2010
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TOCANTINS
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TOCANTINS
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contempla...
o rio que serpenteia
rompe a lonjura dos montes
até se perder no horizonte
em sua fluidez de veia
e na prenhez que encerra
nutre o seio da terra
turva-se, encorpa, largueia
mas de calhar sabe o instante
pra fartura da vazante
aprende...
pra que o rio flua
há que ser constante
desde a pequena fonte
e até na seca da vau nua
deve segredar um jeito
de substanciar-se leito
mesmo pouco, fraco ou ralo
assim deve ser o verbo
- feito veio d’água
o rio que serpenteia
rompe a lonjura dos montes
até se perder no horizonte
em sua fluidez de veia
e na prenhez que encerra
nutre o seio da terra
turva-se, encorpa, largueia
mas de calhar sabe o instante
pra fartura da vazante
aprende...
pra que o rio flua
há que ser constante
desde a pequena fonte
e até na seca da vau nua
deve segredar um jeito
de substanciar-se leito
mesmo pouco, fraco ou ralo
assim deve ser o verbo
- feito veio d’água
segunda-feira, 18 de janeiro de 2010
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Gritaram "olha o tubarão!!!"
e sai da água pulando.
Era gaivota tibungando.
Todo sem graça, ressabiado,
olhei em volta para saber
que sacana me pôs a correr.
Ainda um tanto assustado,
não vendo ninguém por perto
enfim aliviei... "ô bicho esperto!"
---

Gritaram "olha o tubarão!!!"
e sai da água pulando.
Era gaivota tibungando.
Todo sem graça, ressabiado,
olhei em volta para saber
que sacana me pôs a correr.
Ainda um tanto assustado,
não vendo ninguém por perto
enfim aliviei... "ô bicho esperto!"
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Foto: gaivota pescando no Araguaia / Nikon D50 / Rezende
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