Esse aí deu língua pruns gaiatos que o apelidaram de "prego" enquanto eu fazia o retrato. Fiz a foto bem na hora do ato.
Podem acreditar... dar língua é também um gesto comum entre estes nossos parentes.
Eu invento e até aumento, mas não escondo nada.
quarta-feira, 29 de setembro de 2010
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assim na água...
como no céu
sexta-feira, 24 de setembro de 2010
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Sabe quando dois se encaram naquela de ‘não sei se vou ou se fico’?
Pois é. Depois eu volto pra contar o que me falou o mico.
Ah. Converso com coisas, plantas e bichos. Invento e até aumento, mas não escondo nada.
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do céu ao chão da praça
tá asssim de flor de ipê
uma multidão passa
mas pouca gente vê
quinta-feira, 23 de setembro de 2010
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ó gota...
não caia
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quem paira?!
terça-feira, 21 de setembro de 2010
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depois das queimadas vem chuvas como bálsamo sarar a terra nua
e brota o verde entre tons bichos tostados árvores mortas
como a vida da mata
que renasce das cinzas
o amor em mim
- planta em solo frágil- também rebrota
segunda-feira, 20 de setembro de 2010
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aonde vais, dona formiga,
levando mais que pra barriga?
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ora bolas, não desista!
a realidade não engana:
o mundo é capitalista
e até merda dá grana.
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Uma homenagem sarcástica ao MERCADO, este monstrengo cavernoso, arrogante e insensível que acha que em todos manda e tudo pode. 'Destá'...
segunda-feira, 6 de setembro de 2010
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Olha o boto!
Para muitos, contemplar nuvens pode parecer ofício de lunático, coisa de desocupado. Eu penso que não é bem assim. Ser e estar contemplativo também faz parte.
Dia desses, espelhando-se num lago, um bloco de nuvens se mostrou pra mim como se exclamasse...
- Olha o boto!!!
Fiz a foto pra mostrar como 'prova'. Passo por lunático, mas não por mentiroso. Converso com coisas, plantas e bichos. Invento e até aumento, mas não escondo nada.
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Ah...
Nuvens são seres de alma lúdica. Costumam se agrupar em formações interessantes para chamar a atenção. Mas só se mostram a quem se abstrai de vez em quando, a quem nunca mata em si o menino.
BOTO é uma espécie de golfinho de água doce, ainda comum nos rios amazonicos.
quinta-feira, 26 de agosto de 2010
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Já disse que converso com
coisas, plantas e bichos, né?
Pois é...
Estou adestrando um filhote de coruja kaburé que nasceu no quintal. É meu novo bichinho de estimação. Ele adora cafuné.
Como um papagaio
ensinado, já 'dá o pé'. Ainda não fala, claro, mas presta muita atenção.
Criei uma ninhada de hotwailler. Dez moleques arteiros. Aos filhotes ensinei muitas brincadeiras, entre elas jogar futebol. A "meninada" pegou a manha rapidinho...
Este flagra, por exemplo, fiz bem na hora em que o cãozinho que dominava a pelota, caprichando num drible, dizia animado:
- Ah, moleeeque!!!
Luta livre foi outra brincadeira que ensinei a eles. Mas isso deu um certo trabalho. Se mordiam muito, geralmente em pegas grupais, o que acabava em confusão, choro e apelação.
Tive que disciplinar a intensidade das mordidas e convencê-los de que as pelejas tinham que envolver somente dois filhotes de cada vez. A regra imposta foi a seguinte: enquanto dois se pegassem, o próximo lutador só prestaria atenção.
Convencionei que os mais disciplinados receberiam agrados, como afagos e brinquedos, enquanto os mais desatentoss as regras ficariam de castigo num canto, como este aí da próxima foto, que a turma apelidou de 'Resmungão'.
Resmungão cismou tanto com o apelido que vivia esparramado nos cantos, desconfiado. Só voltava à brincadeira com pedidos de desculpas e muita adulação.
Conto mostrando as fotos, que é pra não ficar de mentiroso. Invento e até aumento, mas não escondo nada.
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LUZ NAO SE ESCONDE
segunda-feira, 9 de agosto de 2010
. que chama
te anima?!
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silencia, medita...
escuta a voz interior
quinta-feira, 5 de agosto de 2010
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quem aprende na dor
transcende no amor
FOTO - "a lágrima do aço" / uma gota em cabo de aço rompido / rezende
SEARA LÚDICA é um projeto de circulação nacional com literatura, fotografia, artesanato e música
O "santo" da foto sou eu num arremedo de auto-retrato.
Mas isto é outro papo...
Aqui, fotos de elementos naturais inspiram textos curtos em verso e prosa numa linguagem simples, popular, humorada, sonora, visual.
A proposta é fazer rir e refletir, despertar a sensibilidade do olhar humano para as possibilidades de interação com a natureza, até mesmo nos cenários urbanos.
às vezes
passo apressado;
mas por onde ando
reparo
converso com seres,
plantas e bichos.
invento e até aumento,
mas não escondo nada.
DUVIDEM DO PAPAGAIO!!!
- Curupaco! Como aprendiz de matuto e fotógrafo amador, o Antonio Rezende até que demonstra ser um cara sensível, criativo e tal. Mas eu é que não engulo este papo de que ele bate papo com seres, plantas e bichos. Imagina! Pedir "dá o pé" pra borboleta, achar que coruja é "meu louro", pagar mico tirando prosa com mico, entre outras "nove horas". Ora. Francamente! É o fim da picada! Curupaco! Não creiam no que ele diz sobre o que dizem os bichos. É tudo lorota, conversa fiada. Bichos não falam! Pelo menos como eu. Curupaco?!
ACERTO DE CONTAS / poemas
peça o livro por email: pontodeprosa@gmail.com
"O que sustenta a voz firme e hoje calejada de Rezende é a consciência da grandeza da poesia. E da grandeza do gesto de abraçá-la, para o prazer e para a dor". (Fernando Abreu)
"Se existe uma palavra que possa definir o poeta Rezende, essa palavra é intensidade. Sanguineo, anatomia louca, todo coração."
(Zeca Baleiro)
VÁ MAS VOLTE!
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